“Por favor, não desista de mim. Não faça como o restante das pessoas, que simplesmente cansaram. Sei que não sou o tipo ideal de pessoa, que meu jeito é o mais complicado e estressante de todos. Sei que falo pouco, mas eu sinto tanto, e eu queria que você fizesse ideia disso. Eu não tenho essa força que pareço ter, eu não sou essa garota incrível que você imagina que eu seja. E eu tenho medo que quando você se dê conta disso, desista. Desista por eu ser tão pouco, tão mínima, tão pequena. Desista por eu não ser nada do que pensou que eu fosse. Desista por eu ser tão errada. Porque no final é sempre isso que acontece. As pessoas se vão, me deixam, me esquecem. Como seu eu fosse um nada, como se o que eu sinto não importasse de nada. Mas você é tanto pra mim, que eu não posso imaginar que um dia você se vá como os outros. Não posso conviver com essa ideia. Não posso sobreviver a isso. Eu já perdi muitas pessoas, mas você eu realmente não posso perder.
“Moça se aquiete , aquiete esse coração cheio de angústia , nunca ouviu falar que depois da chuva aparece o arco-íris e com ele o sol também !?
“Talvez eu queira demais. Não só de mim, entende? Dos outros também. Espero que descubram, por trás dos meus disfarces, toda a coisa. Porque as nossas angústias usam máscaras. E eu tenho uma mania de ser valente, dá até medo. O mundo entra na mochila e ela fica mais pesada que rocha. Aí brinco de tartaruga e quero levar tudo dentro. Nem eu me seguro, ora. Não sei porque insisto. Às vezes não dá, tenho que aceitar isso. Não é vergonhoso, nem fraco, é que não dá. Porque não. Mas, você sabe, não aceito essas respostas.
“Escolhi não deixar meus sentimentos jorrados por aí, com qualquer pessoa. Resolvi guardá-los para mim, resolvi apenas sentir e deixar que o tempo cuidasse e me informasse o que fazer. Vou viver, sentir, e fazer tudo o que for preciso, mas com um detalhe: Dessa vez no momento certo.
“Eu sofro de mimfobia, tenho medo de mim mesmo. Mas me enfrento todo dia.
“E lá estava eu, com uma âncora amarrada em meus pés…
Não dava para emergir; e por mais que eu quisesse, não sabia como.
Sentia o balanço das ondas, a água gélida…
Era horrível ficar ali naquelas águas;
Aonde nem as criaturas que ali viviam pareciam satisfeitas.
“E lá estava eu, com uma âncora amarrada em meus pés…
Não dava para emergir; e por mais que eu quisesse, não sabia como.
Sentia o balanço das ondas, a água gélida…
Era horrível ficar ali naquelas águas;
Aonde nem as criaturas que ali viviam pareciam satisfeitas.
“O tempo nem sempre cura tudo. Tenho feridas que já cicatrizaram, mas que insistem em latejar quando o dia está nublado.
“Os anos passam, os acontecimentos vêm um sobre outros, e as sensações também, e vieram amizades novas, que também se foram depois, como é a lei da vida…